10 de jan. de 2010

Numa favela, dia de sol, calor infernal.
Três homens entram num barraco pequeno, quente e úmido, arrastando um rapaz magrinho e franzino pelos
braços.
Lá dentro, o Djalmao, um negão enorme, muito suado, fedendo, cara de enjoado, palito no canto da boca, limpando as unhas com um facão de cortar côco.
Um dos homens diz:
- Djalmão, o chefe mandou você comer o cú desse cara aí.. Disse que é para ele aprender a não se meter a valente com o pessoal da favela.
A vítima grita de desespero implora por perdão.
Mas o Djalma apenas rosna, ignorando os lamentos do homem:
- Pode deixar ele aí no cantinho que eu cuido dele daqui a pouco.
Quando o pessoal sai o rapaz diz:
- Sr. Djalmão por favor, não faz isso comigo não, me deixa ir embora, eu não digo pra ninguém que o senhor me deixou ir sem punição...
Djalmão diz:
- Cala a boca e fica quieto aí! Cinco minutos depois, chegam mais dois homens arrastando um outro:
- O chefe mandou você cortar as duas mãos e furar os olhos desse elemento. É para ele aprender a não tocar no dinheiro do chefe.
Djalmão com voz grave:
-Deixa ele aí no cantinho que eu já resolvo.
Pouco depois chegam os mesmos homens, arrastando outro pobre coitado:
- Djalmão, o chefe disse que e pra cortar o bilau desse cara aqui, pra ele aprender a nunca mais se meter com a mulher do chefe. Ah! e ele falou ainda que é pra você cortar a língua e todos os dedos dele para não haver mais a possibilidade de ele bolinar nenhuma mulher da favela!
Djalmão com voz mais grave ainda:
- Já resolvo isso. Bota ele ali no cantinho junto com os outros.
O primeiro rapaz entregue aos cuidados do Djalmão diz em voz baixa:
- Seu Djalma, com todo respeito, só pro senhor não se confundir, o do cú sou eu, tá?







Conforme a gente vai conhecendo os problemas dos outros,

                                      percebemos que os nossos nem são assim tão grandes!

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